On terça-feira, 14 de dezembro de 2010 1 comentários

Existem certas coisas que não compreendo... Mas o fato de compreendê-las ou não, não as tornam mais fáceis pra mim... Há momentos como agora, em que todas as incertezas, o medo e minhas limitações, desabam sobre mim. É como um caminho desconhecido, as perspectivas e os sonhos estão ali, em contrapartida, a espera se faz presente, o fato de se tentar e aparentemente nunca alcançar, a brevidade da vida e todas as peças nem sempre agradáveis que ela nos prega, machucam... Mas com isso, também aprendo.

Aprendo que não alcançar, apesar dos meus esforços,não significa que não sou inteligente, que sou menos favorecida que alguém, ou que não tenha algum valor. O que somos, como refletimos a vida de Cristo e como agimos para com nossos semelhantes, é mais importante do que aquilo que temos ou não.

Aprendo que esperar, apesar de ser doloroso, de ir contra nossa tendência de realizar algo o mais rápido possível, me concede paciência, sabedoria e discernimento. Concede-me uma visão mais abrangente daquilo que Deus tem planejado para mim, e isso me faz lembrar das Suas palavras, quando diz:

"Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor: pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais." (Jeremias 29.11)

Por que os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos." (Isaías 55.8-9)

Aprendo que posso optar por dois caminhos, em meios às frustrações, tristezas e decepções: desistir, curvar a cabeça passivamente e agir como um derrotado, ou crescer, aprender que até chegar em um lugar mais alto, é provável que eu caia muitas vezes, mas ainda que levantar seja difícil, ainda que por dentro esteja em pedaços devido às proporções da queda, posso erguer-me, seguir adiante e o mais importante, posso ajudar a tantos outros, que apesar dos percalços durante a viagem, tem os olhos fixos no alvo, sabem onde querem chegar e por isso, seguem firmes e perseverantes. E por mais que a primeira opção seja tentadora, por ser a mais fácil, a mais simples, escolho a segunda, escolherei crescer!

Aprendo a não confiar em minha própria força ou entendimento, porém, unicamente no Senhor! Depender dEle para tudo e em qualquer circunstância!

Aprendo que não é porque um sonho meu foi desfeito que está tudo acabado. Sei que mais importante que realizar o que trago em mim, é viver na plenitude os planos de Deus em minha vida. Aprendo a cada dia, a difícil, mas necessária arte de renunciar. Renunciar ao meu eu, aos meus sonhos, às minhas vontades, quem eu sou, para que a boa, perfeita e agradável vontade de Deus seja realidade em meu viver.

Aprendo a continuar sorrindo, apesar das muitas lágrimas de tristeza e algo mais, que no momento, não consigo expressar.
"Ao anoitecer, pode vir o choro mas a alegria vem pela manhã." (Salmos 30.5b)

Aprendo que apesar dos pesares, de todos os "poréns" e dos "mas" que tentam me desanimar, além de me sentir tateando no escuro muitas vezes, minha confiança e fé, ainda que pequena, mas que desejo ver gigante a cada dia, permanecem firmes no Deus que está no controle e que não pode falhar!

E acima de todas as coisas, aprendo a recordar da bondade do Senhor que até aqui tem sustentado minha vida, que me permitiu chegar onde estou, a não esquecer que Suas mãos estão trabalhando, ainda que meus olhos embaçados não consigam ver, e que as mesmas mãos que apontaram o caminho certo a tantos perdidos, tristes e solitários, são as mesmas que não apenas me mostrarão por onde andar, mas também me manterão firme no caminho.

Não importa o que aconteça, Tu sempre serás Deus, por isso, tenho sempre razões pra Te adorar. Pela fé eu vou viver!

Por fim, deixo este vídeo cuja mensagem tem tudo a ver com este post. Deus os abençoe.


On domingo, 14 de novembro de 2010 6 comentários


Como diria meu amigo e colunista do C.D.C, Alex Holliwer, bom dia, boa tarde ou boa noite a você caro leitor. Hoje, iremos falar um pouco sobre algo que é muito constante em nossas vidas. Por isso, convido-o a parar um pouco, acomodar-se no universo desta palavra que tenho certeza, irá falar ao coração de cada um, afinal, este é nosso objetivo, fazer com que a Palavra viva e eficaz encontre morada em seus corações. Dito isto, vamos lá.

A mãe havia feito um bolo muito apetitoso. Ah! Era a alegria do dia! Mas também havia dito que não podia comê-lo, não ainda, porque além de quente, ela ainda não tinha almoçado. Mas o que criança geralmente faz? Bom, iria apreciar o gostinho do bolo pelas beiradas, dessa forma, a mãe não iria notar. E durante o almoço, optou pela mesma tática - enrolar o máximo que podia com aquela comida horrorosa, de aspecto verde e gosto ruim, iria comer o feijão e arroz que estavam no canto do prato.

Quem nunca presenciou uma cena destas ou pelo menos nunca ouviu falar nisto, não é verdade? Talvez você deva estar se perguntando: o que será que isso tem de importante, que aplicação prática tem na vida? Bem, meditando em algumas coisas estes dias, notei que esta imagem tem tudo a ver conosco, não importa a nossa idade. Somos como crianças que fazem cara feia diante de certos alimentos e cujo mundo perfeito seria todo coberto de guloseimas prontos para serem consumidos a qualquer momento.

Tantas vezes temos investido em apreciar os cantos de nossas fraquezas, fazendo o possível para ter um pouco de alegria, ainda que momentânea, usando com maestria como bem sabemos fazer, máscaras para manter os vícios, os pecados mais íntimos, a aparência de pessoas que de fato gostaríamos de ser, mas que não existem, para que absolutamente ninguém perceba quem de fato somos.

Tantas outras, "torcemos o nariz" diante da verdade, de uma palavra mais dura, porém necessária, principalmente quando ouvimos o que precisamos e não o que queremos, que estamos errados, que deixamos de fazer o que deveríamos; principalmente quando a advertência vem de Deus!

E o que mais me pertuba, perseveramos em conhecer a Deus pelas beiradas! Isso mesmo! Como assim? Muito simples, meu tempo, minhas habilidades e minha vida é fatiada como um bolo, e todos (família, amigos, relacionamentos, trabalho, diversão, etc) recebem uma parte significativa dela, mas quando se trata de Deus, muitas vezes, não há nada, e quando há, não passa de farelos!

Infelizmente, tenho percebido isto em minha própria vida... Quantas são as vezes em que deixamos o desânimo tomar conta, o tempo corre como o vento e quando vemos já é hora de dormir; o cansaço é tão grande que nem mesmo agradecemos pelo dia ou o sono nos encontra no meio da oração. Ao abrimos os olhos, a correria continua e as preocupações do dia nos rouba a paz, o tempo para refletir e meditar na Palavra de Deus e ouvir Sua voz. Daí os problemas apenas aumentam, devido a falta de buscar sabedoria agimos por impulso, por precipitação.

Uma coisa entendo, Deus nos ama de tal forma que deseja nos conhecer completamente, não apenas em nossa tristeza e adversidade, mas em todo o tempo, quando o riso tomar a expressão de nossa alma, quando as lágrimas habitarem em nossos olhos, em nossa infância e juventude, e quando as rugas fizerem vincos em nossos rostos, em nossos medos e certezas, no ventre materno e em nosso leito de morte.

Da mesma forma, quero conhecê-lo. Não pelas beiradas! Não pelas beiradas! Não quero ser como a criança assustada, que "assalta" a geladeira à noite para sorrateiramente degustar o doce proibido, que sem consciência esquece que o alimento que julga ser bom não sustenta e nem dá crescimento, como o que é saudável, o qual não tem vez em seu prato. Não quero passar a vida correndo atrás do vento, atrás de vaidades, esquecendo da prioridade máxima - conhecer a Deus e ser conhecido por Ele. "Buscar-me- eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração." (Jeremias 29.13)

Livra-nos Senhor de uma vida vazia, das beiradas desse precipício, ao qual, como loucos, procuramos nos agarrar. Por que de verdade, se for preciso abrir mão de algo, ainda que me custe certos "benefícios", farei, desejo fazer, para viver a vida que tens preparado para mim!

"Não quero viver de aparências, eu não vou viver de aparências, a minha máscara Jesus quebrou!" (Thiago Grulha)





On domingo, 7 de novembro de 2010 17 comentários


Olá, caro leitor e amigo do CDC. Hoje (07/11/2010), resolvi falar sobre algo que muito me entristece e por que não ser mais honesto e acrescentar, que muito me irrita? Sim! Estou falando da maldita "Teologia da Prosperidade". Vemos hoje muitos procurando Jesus porque sua vida profissional, pessoal ou sentimental estão desmoronando, ou no popular, estão indo para o buraco, porque alguém que lhes apresentou o "messias da prosperidade", o único capaz de tirar a pobreza do mundo - Opa... Acho que não é assim que li na Bíblia (Jo 1:29b). É eu sei. Mas é esse tipo de "baboseira góshpil" que alguns contam para atrair multidões para igreja.

A caminho da orla, quando tenho de pegar a barca pra Juazeiro-BA, passo em frente de uma determinada igreja e tenho sempre que ver uma placa que diz: "PARE DE SOFRER!" Tenho que ser sincero e dizer que isso é ridículo. Agora algumas pessoas sem um pingo de temor de Deus na vida vedem um pedacinho do céu, 1/2 dúzia de galardões e sabe mais o que vão vender nessa "feira santa". É certo que Jesus é o dono do ouro e da prata; mas isso não quer dizer que todos devemos ser ricos e poderosos.

Estive observando que o nosso Rei do ouro e da prata, não teve, pelo menos aqui na terra, um berço de ouro ao nascer; mas uma manjedoura (Lc 2:16), e não dirigia um camelo 4portas, ao fazer sua entrada triunfal em Jerusalém; mas um finho jumenta (MC 11:7). Fico pensando se eles se esqueceram de Sua história; mas que tolice, é óbvio que não a esqueceram. Apenas puseram seus corações nas riquezas terrenas e estão dispostos a mentir e a distorcer a Palavra pelo vil metal. Estão presos num ditado muito popular que diz que "dinheiro nunca é muito". Eu sei que alguém pode estar pensando: "nossa, mas você exagerou nesse título!". E eu digo: não.

Mas uma vez folheando as Escrituras, encontramos algo esclarecedor para justificar nosso post. Vamos à João 19:38-42:

"Depois disto, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de Jesus. E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro.E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali, pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus."

Lendo esse texto, vemos que a tumba onde Jesus foi sepultado, foi uma doação desses homens. Então. OK. Post justificado, sigamos adiante...

Muitos utilizam a passagem de Mateus 19, onde fala sobre o jovem rico, dizendo ser um teste para saber onde estava seu coração. Dizem: "Na verdade, Jesus não queria que ele vendesse tudo que tinha. Era apenas um teste de fidelidade". Mentira! Quem não conhece Atos 2:44 ao 46? Ora, vejamos:

"E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,"

Não era um teste, era uma palavra sincera e verdadeira. Afinal, todos faziam desta forma.
Onde estão os cristãos do Evangelho primitivo? Será que ainda existem? E se Jesus nos fizesse a mesma proposta, hoje? Será que O seguiríamos? O Evangelho não e constituído de palavras bonitas; mas de amor. Eu sou capaz de amar o meu próximo, como a mim mesmo, independente de sua raça e classe social? Se a resposta for, não; devemos rever nossos conceitos de cristianismo, porque "Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (I Jo 4:20).

Acorda, povo de Deus! O que estamos fazendo? Porque nos acomodamos em nossas camas e nos acostumamos a ver nossos irmãos padecendo necessidades e não fazermos nada? Porque abandonamos o órfão, a viúva e o viajante? Porque rejeitamos os homossexuais, as prostitutas e os moradores de rua? Não conseguimos enxergá-los mais em Marcos 16:15? Mas eles estão lá, certamente e também estão aqui. Quem nos deu o direito de rejeitarmos as pessoas que Jesus aceita? Quem de nós, deu sua última gota de sangue, para estar fazendo a seleção dos salvos?

Agora eles vêm dizer que quem não tem dinheiro, tem encosto. Se sua vida não prospera, é por que você não deu grana o suficiente ou por que tem pecado. Ora, parem com essa nojeira! Se não gostam de pobres e pecadores, não deveriam ter aceitado Jesus, por que Ele os ama.

Jesus era paupérrimo e não tinha onde cair morto. Fato. Isso diminui seu valor? Porque deveria diminuir o de nossos irmão?

"Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim."
(Mt 25:41-45)

Medite nisso, de dia e de noite.

Com amor,
Alex Holliwer

On segunda-feira, 1 de novembro de 2010 18 comentários



Só, eu sou mesmo um fracassado
Um peso morto, uma luz apagada
Nada pode me fazer vencer por que estou só
Mais se Ele for adiante de mim
Então a história muda
Mesmo em minhas fraquezas
Encontro forças para mover uma montanha
Se Ele for adiante de mim

Lembra do jovem Davi?
É simplesmente impossível, diziam
Mais ele tinha o diferencial
E ele foi lá, com a fé e uma funda
E voltou inteiro pra casa
Se Ele for adiante de mim
Nada é forte o bastante

As paredes eram fortes e altas
Um povo medroso se opôs e quis ficar
Mais alguém sabia o segredo
“O Senhor nos dará a cidade”
Um som de vitória foi o bastante
Se Ele for adiante de mim
O medo não tem lugar em meu coração

Uma guerra não é vencida sem que haja sangue
A minha, Ele venceu

As batalhas estão vencidas
Mas ainda é preciso lutar
Sou só eu contra o mundo
Mais Ele vai adiante de mim

Autor: Anderson Alexandre - Todos os direitos Reservados.

Em sincera união:

On sexta-feira, 22 de outubro de 2010 8 comentários




(Autor: Marcelo Junior)
"Até que fim consegui encontrá-la hoje
O meu dia sem ela não é nenhum pouco bom
E Deus me livre de ficar dela longe
E Deus me livre do meu dia não ser bom
Ah, quando ela fala de amor é tão lindo
E no embalo de suas palavras eu simplismente vou indo
O incrível é que ela me conhece como ninguém
Sabe meus dilemas, meus defeitos, me dá até tapas
Tudo acho que pra o meu bem
Adoro saber que ela sim, é pra sempre
Adoro saber que ela melhora o meu coração
Porque no começo eu era um descrente
E em muitas vezes um cara durão
Quem não sabe até me pergunta: quem é ela?
E eu respondo simplismente: ah, ela é a Bíblia,
Meu querido livro de mão
Pra ter intimidade assim com ela, só você conhecendo
E tendo de Jesus Cristo a Paz, o Perdão e o Amor
verdadeiro."


Graça e Paz meus queridos! Até a Próxima!

On quinta-feira, 14 de outubro de 2010 8 comentários

Paz e graça a cada um dos leitores do Conversa Decente Cristã! Há algum tempo ando angustiada. É como se toda a tristeza existente no mundo estivesse sobre minhas costas, e por mais que tente, não consigo livrar-me deste sentimento, apenas por uma razão, sobre a qual iremos conversar e refletir um pouco hoje.




Algo de muito errado, de forma gradativa, tem crescido a passos largos. Seu nome é indiferença, e toda vez que paro pra pensar a respeito, vejo seus tentáculos maléficos nos prendendo no fundo do abismo chamado desamor, moldando nossa vida de forma trágica, nos cegando e tornando nossos ouvidos insensíveis aos gritos dos necessitados, nos matando a cada instante.

Sempre que ocorre algum tipo de desrespeito, por parte de nossos semelhantes, das autoridades ou dos governantes de nosso país a nossos direitos, mortes causadas por motivos fúteis, banais, pais se voltando contra filhos e vice-versa, quando olhamos para o próximo reduzindo-o a muito menos que um mísero cão abandonado na rua, quando nada mais faz sentido - citando aqui Philip Yancey em seu livro Maravilhosa Graça: "é mais fácil encontrar sexo em qualquer esquina do que um abraço acolhedor, de aceitação na igreja" - quando o que importa na verdade é o que possuímos e podemos oferecer e não o que somos, só posso pensar que, ainda que de forma indireta, somos os responsáveis!

Perdoem-me se isso parece insano, o leitor é livre para discordar, mas não posso pensar de modo diverso, há fundamento, infelizmente, no que estou dizendo. O escritor
Érico Veríssimo acertou ao escrever que o contrário do amor não é ódio, é indiferença. Tudo começa com pequenos gestos, olhares desatentos, perda de sensibilidade ao sofrimento alheio, endurecimento do coração, o hedonismo impera e o "eu" fala mais alto - é tudo para mim, quanto mais posses, dinheiro, status, influência e poder, melhor; dessa forma, farei o que quiser, posso oprimir, escravizar, torturar e até matar, e quem poderá me impedir? Isso não nos soa estranho, não é verdade?

A busca por prazer, segurança e poder, nos faz ganhar o mundo, mas em troca, nos leva o coração, o ser humano que somos, o amor por Deus e pelo próximo, então viramos fantoches da rotina, correria e de todo este sistema demoníaco. Pecamos por omissão, o farisaísmo e a hipocrisia passam a ser nossa bússola diária.

"E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos." (Mateus 24.12)


É tempo de parar de fingir que está tudo bem, de negligenciar os órfãos, desabrigados, viúvas e doentes. Tempo de enxergar que nosso país está sendo mal administrado e que a corrupção e todas as infâmias geradas por ela, não são devaneios, apesar de tudo acabar em pizza! Ocasião de deixar de argumentar contra o fato de que não somos bonzinhos, não fazemos nosso dever de casa como deveríamos, que somos pecadores, e que nem tudo que pensamos ou buscamos almejar é lícito ou louvável. Parar de disseminar a idéia falsa de que Deus é um conto da carochinha, que tudo está à mercê do acaso e que o amor não existe.

Está tudo errado! Parece clichê, eu sei, mas é a verdade! Não sei quanto a você, mas não quero fingir que o normal é ser indiferente, insensível, concordar com uma igreja voltada para si mesma, fechada, com cristãos revestidos de máscaras, compactuando com o pecado, portadores de amnésia espiritual, esquecendo como Jesus vivia - não visando nada além do que fazer a vontade do Pai.

Quero ser melhor do que tenho tentado ser até agora, poder amar a cada pessoa, não importando sua aparência e situação, olhar em seus olhos e ver não um objeto que posso manipular, mas alguém criado à imagem e semelhança de Deus, alguém por quem Cristo escolheu morrer. Desejo amá-las de tal forma que suas vidas sejam marcadas enquanto viverem, porque de nada adianta chorar ou demonstrar algum sentimento, ainda que verdadeiro, perante um túmulo, se o amor não for expresso e compartilhado no decorrer da vida!

Quero que os que estiverem ao meu lado saibam, que mesmo imperfeita e limitada, indiferente muitas vezes, os amo e desejo amar muito mais. E acima de tudo, quero amar a Deus de todo o coração, acima de qualquer circunstância! Anelo que isso seja uma realidade em minha vida e na de todos aqueles que chegarem a ler este texto.

Anseio alcançar o futuro, olhando para o presente e sentir que fiz diferença! Deixar passos eternos no tempo, passos que sejam raios brilhantes e cheios de esperança nos dias escuros e tempestuosos dos que sofrem, que eles possam guiar muitos à fonte da qual busco ser uma vertente - Jesus - e que através de minhas tímidas pegadas, muitas outras se desprendam do áspero e duro chão da indiferença para a torre forte, o farol resplandecente do Amor!

Esta é a minha oração e o meu convite neste dia! Quem se junta a mim?



On sexta-feira, 1 de outubro de 2010 29 comentários




Paz e Graça a todos os leitores do Conversa Decente Cristã.
Quero dizer que é uma honra te-los como leitores de nosso querido Blog.
Sem mais, vamos ao post.

Tão certo como respiramos, sabemos que nossos dias se vão e, pouco a pouco, ficaremos velhos e cansados até que, por fim, a morte nos arrebate do mundo que conhecemos.

Mas...
Quanto tempo temos? Quando morreremos? Essa é uma pergunta sem resposta, pois a Bíblia nos diz que somente Deus tem o controle de tudo. Como será, onde será ou quando será, só Ele pode saber. Só nos resta estarmos preparados para que e nossa morte seja dores só para os que nos cercam. A Bíblia nos diz que depois da morte vem o juízo e se nós não nos prepararmos o que será do nosso futuro, já que existe uma vida fira da matéria?

Procurando o caminho para o Céu

(Jo 3:16) diz que Deus amou o mundo de tal amor, que deu seu único filho para que todos que o cressem tivesse vida eterna. Só existe uma forma de se chegar a Deus para obter vida eterna. Jesus disse: Eu sou o caminho a verdade e a vida ninguém vem ao Pai se não por mim(Jo 14:6). Não existe salvação fora da cruz, bem como vida fora do evangelho. Tudo o que existem são caminhos de morte usados para desviar o caminho da salvação.

Em efésios está escrito que somos salvos pela graça a somente por ela, não é mérito nosso, é dom de Deus, porque somos feitura sua, criados em Cristo para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nela.

Se você ainda não tem Jesus. Se você ainda não O aceitou como se único e suficiente salvador, tenha certeza, daqui a pouco pode ser tarde demais. Aporta ainda está aberta, mas ela vai fechar e você poderá ver essa mensagem como uma das muitas chances que você teve de receber vida eterna e que jogou fora.

Em sincera união:

On sexta-feira, 24 de setembro de 2010 5 comentários



Quão desastroso é para alguns dos servos do Senhor, não

crerem que “Mateus 10”

É pra hoje! Pra agora!

Se você quer trabalhar pra Jesus realmente agora, não caia

na cilada da falta de Fé em “Mateus 10”,

Se você quer dar um basta nisso, nessa sensação de que

esta faltando algo acontecer para que pessoas se cheguem

quebrantadas aos pés de Jesus

Creia com todas as forças em “Mateus 10”

Acredite que esse texto é pra você

Permita que Deus desvende teus olhos de uma vez por todas

“Mateus 10” é pra você sim!

É pra nós,

É pra quem quer ver coisas surpreendentes acontecerem!

Faço minha as palavras do Pr. André Valadão

"Chega! Eu não Posso vacilar, eu não posso fracassar!

Ajuda-me Senhor a livrar os oprimidos e a libertar os

cativos!"

Manifestações surpreendentes do poder de Deus podem

acontecer em tua vida

E como!

Entra tão somente no caminho da oração e verás!

Não duvide! É pra você sim!

É PRA NÓS!


Do vosso Amigo: Marcelo Junior
"Graça e Paz do nosso Senhor Jesus"

On terça-feira, 14 de setembro de 2010 4 comentários


Tudo começou com uma discussão. As brigas continuaram, mas agora, o silêncio da indiferença ecoa nas vielas do seu ser, o amor que havia, se foi e o casamento que parecia tão sólido, ruiu. Você conhece a dor da perda, assistiu a muitos funerais, presenciou pessoas queridas se distanciarem, filhos, pais, esposas morrerem, amizades desfeitas, e tudo o que existe é um vazio e desespero tão intensos, quase palpáveis.

Todos perderam a confiança em você, porque se tornou um estranho, até perigoso. O seu vício é tamanho que já não basta se embriagar até cair ou simples cigarros, aumentou-se a dose e o que surte efeito é a cocaína e o êxtase; não existem mais escrúpulos, tudo é válido para sustentar esta situação: enganar, roubar, espancar e até matar.

Conhece também a forma como as pessoas o tratam. Olhos de acusação, línguas afiadas que dizem: “Olha só o perdedor. Não consegue emprego. Também pudera! Quem confia em um ex-presidiário?” ou então “Lá está aquela mulher de vida fácil, uma prostituta. Não fale com ela, não se aproxime, ela é nociva!”

Em determinado momento, você gastou um pouco além do esperado, perdeu o controle da situação e sua dívida é tão grande, que não sabe o que fazer, a quem recorrer. Vive só, abandonado, ao relento, à própria sorte, em ruas violentas, em meio aos transeuntes de coração mais gélido que a neve. A fome, o frio, a perda de identidade, falta de amor, o estereótipo de desocupado, de vagabundo, são uma constante em seu dia.

Perversão é o seu lema. Você é um explorador, um sádico que abusa de crianças, e o seu prazer infame só é consumado, muitas vezes, com o óbito de um inocente. Você sofreu tanto e agora isso? Descobriu que lutou até mesmo quando não existia força alguma contra esta doença, mas são poucos os seus dias.

Ou simplesmente um cristão, que depois de tantas lutas, mesmo presenciando a grandeza de Deus, está desgastado, anda aos trambolhões em sua fé pequena e em seu desânimo. A lista é enorme... Você conhece a escuridão, o frio, o medo e o silêncio sempre constantes e crescentes da caverna.

Na vida, não importa quem você é ou o que faz, o tamanho da sua conta bancária, sua cor, a religião que professa ter, se é influente ou está renegado a viver às margens da sociedade, culto ou iletrado. Nada disso poderá poupá-lo de adentrar o sombrio ambiente das cavernas que nos estão reservadas. Isso é fato!

Mas, hoje, quero compartilhar a história de um homem que sabe bem a que me refiro. O nome dele? Elias. Quem ele era? Um grande profeta que desafiou os famosos e cruéis Acabe e Jezabel, rei e rainha de Israel e os 450 falsos profetas de Baal e prevaleceu. Um homem excepcional que andava com Deus, ouvia Suas palavras e era direcionado por Ele. Mas houve um dia, em que as adversidades enfrentadas por ele chegaram a tal ponto, que decidiu fugir para o deserto e morrer. Suas forças se extinguiram, o cansaço passou a fazer parte de sua vida, e então Elias entrou na caverna, literalmente.

Convido-o a acompanhar comigo esta história no livro de 1 Reis 19:1-13, que diz assim:

“Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada. Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a cada um deles. Temendo, pois, Elias, levantou-se, e para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço.

Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais. Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come.

Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. Voltou segunda vez o anjo do Senhor, tocou-o e lhe disse: Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo. Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.

Ali, entrou numa caverna, onde passou a noite; e eis que lhe veio a palavra do Senhor e lhe disse: Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida.

Disse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o Senhor. Eis que passava o Senhor; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto; depois do terremoto, um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio tranqüilo e suave.

Ouvindo-o Elias, envolveu o rosto no seu manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que lhe veio uma voz e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?”

Meditando neste texto, aprendemos algumas coisas muito especiais:

Aprendemos que desertos e cavernas, apesar de áridos, difíceis e locais de tentação, são lugares onde encontramos o Senhor! Observe que em nenhum momento Deus esteve ausente da trajetória que Elias estava trilhando. Foi assim com Moisés e o povo de Israel, durante quarenta anos no deserto e é assim também conosco hoje. Prefiro estar no deserto com o Senhor, do que em um oásis longe dEle!

Aprendemos que Deus supre nossas necessidades. No deserto, Ele enviou um anjo para fortalecer Elias, suprindo suas necessidades físicas, espirituais e preparando-o para que tivesse condições de seguir em frente e se encontrar com Deus na caverna.

Aprendemos que o silêncio das cavernas não é casual. Tem o propósito de desenvolver em nós a sensibilidade espiritual para ver e ouvir o Senhor em qualquer situação, por mais adversa que esta seja. Elias teve esta percepção, ele sabia que não precisava de grandes acontecimentos, de façanhas para sentir a presença do Senhor. Ele sabia que Deus também se revela no que é pequeno, singelo e que passa despercebido por muitos.

Infelizmente, é o que mais ocorre conosco. Estamos tão ocupados, necessitados de respostas, que na nossa confusão, na vida agitada que levamos, perdemos oportunidades de ouvir o Senhor falar conosco, porque achamos que Ele só fala em grandes convenções, congressos cheios de pessoas, com pregadores saturados de fama humana.

Aprendemos que Deus nos tira da caverna, como fez com Elias. Ele nos chama para fora dela, e nos habilita a seguirmos adiante, nos fortalecendo e nos dando a certeza de que estará conosco em todos os momentos. Não entramos em cavernas por acaso, muitas vezes, somos nós mesmos que nos dirigimos para lá, seja por nossos pecados, por nossa arrogância, precipitação, e é certo que o Senhor não se agrada que fiquemos lá, mas outras vezes, é Ele quem nos conduz até lá, não para nos punir, mas para nos ensinar algo, para nos provar, e não se engane, por mais doloroso que isso possa ser, Ele só nos chamará e nos guiará para longe desse nevoeiro quando estivermos prontos.

E por fim, aprendemos que chegará o tempo de sairmos da caverna. Mas o que acontece é que nos psicoadaptamos tanto com a escuridão, com os problemas, chegamos até mesmo a tirar alguns “benefícios” disso, que perdemos a noção de que é tempo de sair da escuridão da caverna para a luz de um novo dia. “O que fazes aqui, Elias?” Faça a si mesmo esta pergunta.

Em tudo isto, também aprendo Senhor, que não somos super heróis, não adianta fingir, não somos diferentes no tocante a este assunto. Muitos estão neste momento, como eu, na caverna, e tantos que nos rodeiam nem ao menos percebem isto. Mas eu também aprendo que, cedo ou tarde, o silêncio que reina em nossa caverna pessoal será rompido por Tua doce voz, e quando isto acontecer, e estou certa, vai acontecer, não seremos os mesmos, sairemos mais fortes, com ânimo renovado, provados pelo fogo das adversidades – e que importa que fiquem as marcas? – as cicatrizes serão apenas mais um lembrete de que passamos pelo teste e fomos aprovados, continuamos firmes rumo ao alvo – Jesus Cristo!

“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos.” (2 Coríntios 4.8-9)

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas cousas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem, são eternas.” (2 Coríntios 4.17-18)

Ele está presente! Acredite! Em cada momento, no seu vale, na sua alegria. Deus está!

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